Na alvenaria estrutural, o próprio bloco sustenta a edificação — não existem vigas e pilares de concreto aparentes na planta. Já no concreto armado, a estrutura é uma gaiola de pilares e vigas, e as paredes são apenas vedação.
Para uma casa térrea ou um sobrado simples, a alvenaria estrutural tende a sair de 8% a 15% mais barata e mais rápida: menos fôrma, menos ferro, menos concretagem e menos retrabalho de rasgo para instalações, que já descem pelos furos do bloco.
O preço dessa economia é a rigidez. Em alvenaria estrutural, derrubar uma parede depois da obra pronta é um problema de engenharia, não uma reforma de fim de semana. Quem imagina integrar a cozinha daqui a cinco anos, ou fechar uma varanda, precisa considerar isso antes de decidir.
O concreto armado também se justifica quando há vãos grandes — uma garagem para dois carros sem pilar no meio, por exemplo —, quando o terreno tem solo ruim ou quando o projeto pede balanços e sacadas mais ousadas.
Na dúvida, o critério prático é este: planta definitiva e programa simples pedem alvenaria estrutural; planta que pode mudar ou geometria complexa pedem concreto armado.
O sistema mais barato é o que atende o projeto sem precisar ser contornado.