O primeiro erro ao comparar propostas é olhar apenas o valor final. Um orçamento 15% mais barato costuma ser mais barato porque exclui alguma coisa — e quase sempre a mesma coisa: fundação especial, impermeabilização, esquadrias, ligações definitivas de água e energia, taxas e ART.
Peça sempre a planilha aberta, com quantitativo e preço unitário por item. Um orçamento que chega em uma única linha de “mão de obra e material” não permite comparar nada e não serve nem para medir a obra depois.
Confira três pontos em qualquer planilha. Primeiro, o BDI ou a taxa de administração: quanto é e sobre o que incide. Segundo, o critério de reajuste — obra de 12 meses sem índice de reajuste definido é conflito marcado para o mês seis. Terceiro, a lista explícita do que não está incluído; construtora que escreve isso com clareza está protegendo os dois lados.
Vale também checar a compatibilidade entre orçamento e projeto. Se a planilha prevê 180 m² de porcelanato e a planta tem 240 m² de área revestida, a diferença vai aparecer como aditivo lá na frente, não como economia.
Por fim, exija o cronograma físico-financeiro junto. Orçamento sem cronograma diz quanto custa, mas não quando você vai precisar do dinheiro — e fluxo de caixa é o que trava obra de família.
Orçamento barato demais não é desconto: é escopo faltando.